"O objetivo seria atacar os times da Dinamarca e da Holanda e seus fãs. Se não conseguíssemos atingir os times, atacaríamos os torcedores", disse o saudita Abdullah Azam Saleh al Qahtani, em entrevista autorizada pelas forças iraquianas. Segundo ele, a ideia do ataque terrorista surgiu durante uma conversa com amigos.
"Discutíamos a possibilidade de nos vingarmos pelos insultos contra o profeta atacando a Dinamarca e a Holanda", afirmou, em referência às charges satirizando o responsável por compilar o Alcorão, livro divino do islamismo. As ilustrações foram publicadas em jornais dos mencionados países europeus em fevereiro de 2008, gerando polêmica.

Crédito da imagem: ESPN Brasil
"É realmente preocupante o fato de alguém ter sido detido por conspirar contra o Mundial. Isto é muito, muito sério e vamos ter de esclarecer todos os fatos", afirmou um membro do governo sul-africano. A polícia sul-africana ainda aguarda informações a serem enviadas por agentes de segurança do Iraque, responsáveis pelo caso.
De acordo com autoridades iraquianas, o plano do militante da Al Qaeda não chegou a ser colocado em prática - ele não teve acesso a explosivos e ainda dependeria do aval da cúpula da organização para agir. A Fifa manteve a postura de não comentar ameaças potenciais contra a realização da Copa do Mundo da África do Sul.
Nâo se trata, no entanto, da primeira ameaça da Al Qaeda ao Mundial. Em julho de 2009, a rede norte-americana CBS informou que a organização terrorista planejava um ataque durante a partida entre Estados Unidos e Inglaterra, que está marcada para 12 de junho, em Rustemburgo
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